Saudações
futebolísticas meus caros! O tema de hoje traz a tona o seguinte questionamento:
jogadores dispensados pelos clubes brasileiros, são realmente ruins? Há exceções?
Pois
bem, vamos analisar primeiro o modismo do futebol nacional, copiando o modelo
europeu: contratar jogadores a preços estratosféricos para apresenta-los às
torcidas ávidas por nomes de peso.
Ultimamente
os exemplos mais recentes dão conta de que, assim como Ibson (contratação mais
cara da história do Santos, repassado ao Flamengo, numa troca envolvendo outros
jogadores) e Ganso (contratado pelo São Paulo a peso de ouro em 2012, junto ao
Santos), muitos medalhões não vêm dando os resultados esperados pelos clubes que
acreditaram em seu potencial. Destaque na Europa para el niño Fernando Torres e Andy Carroll, contratações
multimilionárias de Chelsea e Liverpool, respectivamente, que não corresponderam à expectativa criada.
Pois
bem, analisemos outra situação agora. Até mesmo na pelada, ou no futebol de
várzea, as vezes se monta um time só com “refugos” e muitas vezes esse grupo de preteridos acaba surpreendendo ou até mesmo vencendo as partidas ou campeonatos.
No
futebol nacional, vários clubes, acuados, sem capacidade de investir em
contratações de peso, acabaram fazendo um ‘rapa’ nos elencos de outros clubes, às
vezes dá certo, quer ver? Quem não se lembra do Vasco de 2011, vice-campeão
nacional com:
-
Diego Souza, dispensado de Palmeiras
e Atlético-MG;
-
Bernardo, considerado uma promessa
que não vingou no Cruzeiro;
-
Fagner, lateral de raro talento que
o Corinthians não soube reconhecer;
Mérito total do então diretor de futebol Rodrigo Caetano, hoje no Fluminense.
Outro
exemplo claro e atual é o próprio Atlético-MG, que neste mesmo ano de 2011,
montou um baita time, só de craques, resultado: quase foi rebaixado. Em 2012,
veja o elenco montado pela diretoria e comissão técnica do Galo, cuja base
perdura até hoje:
-
Ronaldinho Gaúcho: muito contestado
no Flamengo. Chegaram (o comentarista Caio, da Rede Globo) a dizer que ele havia desistido muito
cedo do futebol. Com salário menor e menos estrelismo, chegou à cidade do Galo ‘comendo
a bola’, até hoje permanece jogando em alto nível;
-
Jr. Cesar: Assim como R10, o lateral
veio da gávea e vem fazendo excelente temporada;
- Richarlyson: veio do SPFC e está tão
bem que tomou a titularidade de Jr. Cesar;
-
Marcos Rocha e Bernard: apesar de serem da base, já foram dispensados, por várias
vezes. Méritos ao Cuca que bancou a permanência dos garotos que são destaques
do Galo;
-
Jô: veio do Manchester City como um
baita fanfarrão. No Internacional, não foi diferente, tornou-se o rei das baladas
de Porto Alegre, no galo é o homem gol;
Pierre:
desvalorizado após uma lesão, o Palmeiras emprestou o volante ao Atlético e
posteriormente trocou-o definitivamente pelo obeso meia Daniel Carvalho.
Pois
bem, vamos parar por aqui, mas a intenção dessa análise é mostrar que contratar
figurões pode ser uma baita furada, às vezes a melhor solução pode estar em
jogadores renegados como Cortês, Wallyson, Cañete, Jorge Henrique...
E
aí clubes, que tal investir em quem pode dar resultados absurdos com baixo investimento?
