domingo, 12 de maio de 2013

JOGADORES RENEGADOS, PODEM SER UMA BOA OPÇÃO?


Saudações futebolísticas meus caros! O tema de hoje traz a tona o seguinte questionamento: jogadores dispensados pelos clubes brasileiros, são realmente ruins? Há exceções?
Pois bem, vamos analisar primeiro o modismo do futebol nacional, copiando o modelo europeu: contratar jogadores a preços estratosféricos para apresenta-los às torcidas ávidas por nomes de peso.
Ultimamente os exemplos mais recentes dão conta de que, assim como Ibson (contratação mais cara da história do Santos, repassado ao Flamengo, numa troca envolvendo outros jogadores) e Ganso (contratado pelo São Paulo a peso de ouro em 2012, junto ao Santos), muitos medalhões não vêm dando os resultados esperados pelos clubes que acreditaram em seu potencial. Destaque na Europa para el niño Fernando Torres e Andy Carroll, contratações multimilionárias de Chelsea e Liverpool, respectivamente, que não corresponderam à expectativa criada.
Pois bem, analisemos outra situação agora. Até mesmo na pelada, ou no futebol de várzea, as vezes se monta um time só com “refugos” e muitas vezes esse grupo de preteridos acaba surpreendendo ou até mesmo vencendo as partidas ou campeonatos.
No futebol nacional, vários clubes, acuados, sem capacidade de investir em contratações de peso, acabaram fazendo um ‘rapa’ nos elencos de outros clubes, às vezes dá certo, quer ver? Quem não se lembra do Vasco de 2011, vice-campeão nacional com:
- Diego Souza, dispensado de Palmeiras e Atlético-MG;
- Bernardo, considerado uma promessa que não vingou no Cruzeiro;
- Fagner, lateral de raro talento que o Corinthians não soube reconhecer;
 Mérito total do então diretor de futebol Rodrigo Caetano, hoje no Fluminense.
Outro exemplo claro e atual é o próprio Atlético-MG, que neste mesmo ano de 2011, montou um baita time, só de craques, resultado: quase foi rebaixado. Em 2012, veja o elenco montado pela diretoria e comissão técnica do Galo, cuja base perdura até hoje:
- Ronaldinho Gaúcho: muito contestado no Flamengo. Chegaram (o comentarista Caio, da Rede Globo) a dizer que ele havia desistido muito cedo do futebol. Com salário menor e menos estrelismo, chegou à cidade do Galo ‘comendo a bola’, até hoje permanece jogando em alto nível;
- Jr. Cesar: Assim como R10, o lateral veio da gávea e vem fazendo excelente temporada;
- Richarlyson: veio do SPFC e está tão bem que tomou a titularidade de Jr. Cesar;
- Marcos Rocha e Bernard: apesar de serem da base, já foram dispensados, por várias vezes. Méritos ao Cuca que bancou a permanência dos garotos que são destaques do Galo;
- : veio do Manchester City como um baita fanfarrão. No Internacional, não foi diferente, tornou-se o rei das baladas de Porto Alegre, no galo é o homem gol;
Pierre: desvalorizado após uma lesão, o Palmeiras emprestou o volante ao Atlético e posteriormente trocou-o definitivamente pelo obeso meia Daniel Carvalho.

Pois bem, vamos parar por aqui, mas a intenção dessa análise é mostrar que contratar figurões pode ser uma baita furada, às vezes a melhor solução pode estar em jogadores renegados como Cortês, Wallyson, Cañete, Jorge Henrique...

E aí clubes, que tal investir em quem pode dar resultados absurdos com baixo investimento? 

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